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(D)escrito ao luar.

Sou deficiente e...

21.01.22

Não é o nascer com paralisia motora que é mau, não é o chamarem-te deficiente ou dizerem-te que tens os olhos tortos - que por sinal, se chama: estigmatismo e estrabismo - que é mau,  mau é viveres num mundo onde todos dizem aceitar-te mas afinal vais na rua e perguntam a quem te acompanha: Que problema é que ela tem? Como se chama? É de nascença? Como se fosses surda, cega, ou incapaz de responder. Não é o nascer com paralisia, não é chamarem-te deficiente que é difícil. É o teres de lutar o triplo para mostrares que és capaz, é o seres tratada como inferior, diferente e anormal e...todos fingirem que o preconceito (já) não existe. Que não te tratam assim! Enquanto quem o carrega (ao preconceito) nunca precisou de ajuda para ir à casa de banho, para se vestir ou para ser olhada como pessoa capaz - que se calhar nem é - para uma vaga de trabalho. Não são os deficientes que são super-heróis, quem os rodeia é que complica tudo à sua volta e os subestima!

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